Ano: 2011
Sarah Monteiro é uma jornalista portuguesa que, após umas merecidas férias na terra natal, regressa a Londres e encontra no correio um envelope com uma longa lista de nomes. Entre eles figuram políticos, militares, antigos e actuais Chefes de Estado e, para surpresa dela, o seu pai. Sarah vem a descobrir que esta mesma lista que tem nas mãos corresponde a elementos de uma loja maçónica secreta, a P2, e que João Paulo I a segurava aquando da sua morte. Uma morte que tem por detrás umas das maiores conspirações alguma vez conhecidas.
Este é mais um daqueles livros que me deixou com aquilo a que podemos chamar mixed feelings. O enredo é daqueles que vai conquistando lentamente o leitor, chegando a um ponto em que o mesmo questiona o que está a ler. Existem alguns momentos na história em que a barreira entre a realidade e a ficção é mais fina que uma folha de papel. Mas o modo como esse mesmo enredo é apresentado estraga tudo. O tom que o autor usa nos momentos de narração é demasiado cerimonioso para o meu gosto e é frequente começar a andar às voltas em torno de um determinado ponto. Nos momentos de mais acção do enredo, os mesmos parecem saídos de um filme tal é a desproporção de acontecimentos (explosões, perseguições em automóvel, sessões de tortura). No início do livro foram vários os diálogos e expressões que ficaram na língua original, sem que fosse apresentada uma tradução, mas felizmente com o avançar do livro o autor parece ter "emendado a mão" e passou a traduzi-las. Concluindo, é um livro que prende mas não conquista.
Este é mais um daqueles livros que me deixou com aquilo a que podemos chamar mixed feelings. O enredo é daqueles que vai conquistando lentamente o leitor, chegando a um ponto em que o mesmo questiona o que está a ler. Existem alguns momentos na história em que a barreira entre a realidade e a ficção é mais fina que uma folha de papel. Mas o modo como esse mesmo enredo é apresentado estraga tudo. O tom que o autor usa nos momentos de narração é demasiado cerimonioso para o meu gosto e é frequente começar a andar às voltas em torno de um determinado ponto. Nos momentos de mais acção do enredo, os mesmos parecem saídos de um filme tal é a desproporção de acontecimentos (explosões, perseguições em automóvel, sessões de tortura). No início do livro foram vários os diálogos e expressões que ficaram na língua original, sem que fosse apresentada uma tradução, mas felizmente com o avançar do livro o autor parece ter "emendado a mão" e passou a traduzi-las. Concluindo, é um livro que prende mas não conquista.
Excerto:
"Quiçá. O que quero dizer é que uma decisão, num determinado momento, afecta toda uma vida, todo um percurso pessoal, todo..."
(34ª livro do Desafio Ibero-Americano 2011)

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